sexta-feira, 6 de março de 2009

A arte de viver




A arte de viver



"O homem nasce para atingir a vida, mas tudo depende dele. Ele pode perdê-la. Ele pode seguir respirando, ele pode seguir comendo, ele pode seguir envelhecendo, ele pode seguir se movendo em direção ao túmulo - mas isso não é vida. Isso é morte gradual, do berço ao túmulo, uma morte gradual com a duração de setenta anos. E porque milhões de pessoas ao redor de você estão morrendo essa morte lenta e gradual, você também começa a imitá-los. As crianças aprendem tudo daqueles que estão em volta delas e nós estamos rodeados pelos mortos. Então temos que entender primeiro o que eu entendo por 'vida'. Ela não deve ser simplesmente envelhecer. Ela deve ser desenvolver-se. E isso são duas coisas diferentes. Envelhecer, qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam esse direito. Desenvolver-se significa mover-se a cada momento mais profundamente no princípio da vida; significa afastar-se da morte - não ir na direção da morte. Quanto mais profundo você vai para dentro da vida, mais entende a imortalidade dentro de você. Você está se afastando da morte: chega a um momento em que você pode ver que a morte não é nada, apenas um trocar de roupas ou trocar de casas, trocar de formas - nada morre, nada pode morrer. A morte é a maior ilusão que existe. Como desenvolver-se? Simplesmente observe uma árvore. Enquanto a árvore cresce, suas raízes crescem para baixo, tornam-se mais profundas. Existe um equilíbrio; quanto mais alto a árvore vai, mais fundo as raízes vão. Na vida, desenvolver-se significa crescer profundamente para dentro de si mesmo - que é onde suas raízes estão. Para mim o primeiro princípio da vida é meditação. Tudo o mais vem em segundo lugar. E a infância é o melhor momento. À medida que você envelhece, significa que você está chegando mais perto da morte, e se torna mais e mais difícil entrar em meditação. Meditação significa entrar na sua imortalidade, entrar na sua eternidade, entrar na sua divindade. E a criança é a pessoa mais qualificada porque ela ainda está sem a carga da educação, sem a carga de todo o tipo de lixo. Ela é inocente. Mas infelizmente a sua inocência está sendo considerada como ignorância. Ignorância e inocência tem uma similaridade, mas elas não são a mesma coisa. Ignorância também é um estado de não conhecimento, tanto quanto a inocência é. Mas também existe uma grande diferença que passou despercebida por toda a humanidade até agora. A inocência não é instruída - mas também não é desejosa de ser instruída. Ela é totalmente contente, preenchida... O primeiro passo na arte de viver será criar uma linha de demarcação entre ignorância e inocência. Inocência tem que ser apoiada, protegida - porque a criança trouxe com ela o maior tesouro, o tesouro que os sábios encontram depois de esforços árduos. Os sábios têm dito que se tornaram crianças novamente, que eles renasceram... Sempre que você perceber que perdeu a oportunidade da vida, o primeiro princípio a ser trazido de volta é a inocência. Abandone o seu conhecimento, esqueça as suas escrituras, esqueça as suas religiões, suas teologias, suas filosofias. Nasça novamente, torne-se inocente - e a possibilidade está em suas mãos. Limpe a sua mente de todo conhecimento que não foi descoberto por você mesmo, de todo conhecimento que foi tomado emprestado dos outros, tudo o que veio pela tradição, convenção, tudo o que lhe foi dado pelos outros - pais, professores, universidades. Simplesmente desfaça-se disso. Novamente seja simples, mais uma vez seja uma criança. E esse milagre é possível pela meditação. Meditação é apenas um método cirúrgico não convencional que corta tudo aquilo que não é seu e só preserva aquilo que é o seu autêntico ser. Ela queima tudo o mais e o deixa nu, sozinho embaixo do sol, no vento. É como se você fosse o primeiro homem que tivesse descido na Terra - que nada sabe e que tem que descobrir tudo, que tem que ser um buscador, que tem que ir em peregrinação. O segundo princípio é a peregrinação. A vida deve ser uma busca - não um desejo, mas uma pesquisa: não uma ambição para tornar-se isso, para tornar-se aquilo, um presidente de um país, ou um primeiro-ministro, mas uma pesquisa para encontrar 'Quem sou eu?'. É muito estranho que as pessoas que não sabem quem elas são, estão tentando se tornar alguém. Elas não conhecem os seus seres - mas elas têm um objetivo de vir a ser. Vir a ser é a doença da alma. O ser é você e descobrir o seu ser é o começo da vida. Então cada momento é uma nova descoberta, cada momento traz uma alegria. Um novo mistério abre as suas portas, um novo amor começa a crescer em você, uma nova compaixão que você nunca sentiu antes, uma nova sensibilidade a respeito da beleza, a respeito da bondade. Quando você se torna mais sensível, a vida se torna maior. Ela não é um pequeno poço, ela se torna oceânica. Ela não está confinada a você, sua esposa e seus filhos - ela não é confinada de jeito algum. Toda essa existência se torna a sua família e a não ser que toda essa existência seja a sua família, você não conheceu o que é a vida. - porque homem algum é uma ilha, nós estamos todos conectados. Nós somos um vasto continente, unidos de mil maneiras. E se o nosso coração não está cheio de amor pelo todo, na mesma proporção a nossa vida é diminuída. A meditação lhe traz sensibilidade, uma grande sensação de pertencer ao mundo. Este é o nosso mundo - as estrelas são nossas e nós não somos estrangeiros aqui. Nós pertencemos intrinsecamente à existência. Nós somos parte dela, nós somos o coração dela. Em segundo lugar, a meditação irá lhe trazer um grande silêncio - porque todo o lixo do conhecimento foi embora, pensamentos que são partes do conhecimento foram embora também... Um imenso silêncio e você é surpreendido - esse silêncio é a única música que existe. Toda música é um esforço para manifestar esse silêncio de algum modo. Naquele estado oceânico, o corpo toma uma certa postura. Você próprio já observou isso, mas não estava alerta. Quando você está com raiva, você observou? seu corpo tomou uma certa postura. Na raiva você não pode manter as suas mãos abertas: na raiva, a mão se fecha. Na raiva você não pode sorrir - ou você pode? Com uma certa emoção, o corpo tem que seguir uma certa postura. Pequenas coisas estão profundamente relacionadas no interior... Uma certa ciência secreta foi usada por séculos, de modo que as gerações futuras pudessem entrar em contato com as experiências das gerações mais velhas - não através de livros, não através de palavras, mas através de algo que vai mais profundo - através do silêncio, através da meditação, através da paz. À medida que seu silêncio cresce, sua amizade cresce, seu amor cresce; sua vida se torna uma dança, momento a momento, uma alegria, uma celebração. A vida deveria ser uma celebração contínua, um festival de luzes por todo o ano. Somente então você pode se desenvolver, você pode florir. Transforme pequenas coisas em celebração... Tudo o que você faz deveria expressar a si próprio; deveria ter a sua assinatura. Os últimos toques... sua morte não será feia como ordinariamente acontece todo dia com todo mundo. Se a morte é feia, isso significa que toda a sua vida foi um desperdício. A morte deveria ser uma aceitação pacífica, uma entrada amorosa no desconhecido, um alegre despedir-se dos velhos amigos, do velho mundo... Comece com a meditação e muitas coisas crescerão em você - silêncio, serenidade, êxtase, sensibilidade. E o que quer que venha com a meditação, tente trazer para a sua vida. Compartilhe isso, porque tudo o que é compartilhado cresce mais rápido. E quando você atingir o momento da morte, você saberá que não existe morte. Você pode dizer adeus, não existe nenhuma necessidade de lágrima de tristeza - talvez lágrimas de felicidade, mas não de tristeza." OSHO, O Livro da Cura

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Somos todos um so!!



Cada ser humano tem a possibilidade constante em sua vida de escolher entre dois caminhos: o caminho do ego ou o caminho da união.

O caminho do ego é aquele da dualidade, frequentemente o do conflito e da oposição ao outro e aos eventos. É o caminho do medo, da vergonha ou da culpabilidade, do desejo, da frustração ou do ciumes, da apatia e da depressão, da raiva ou do ódio, da vaidade ou do orgulho, do ressentimento ou do desprezo, do desequilíbrio que conduz à todas as formas de pertubaçoes externas ou internas, de problemas corporais, emocionais, intelectuais e mesmo espirituais. Trata-se do caminho que conduz ao mal-estar de si mesmo e dos outros.

Na vida temos também a opção de escolher o caminho da união, o do amor, da amizade, da compaixão e da paz, da felicidade, das relações harmoniosas, do perdão, do equilíbrio, da empatia, da coragem e do comprometimento. É um caminho da realização de si e ao serviço dos outros.

A grande questão é passar do caminho do ego para o caminho da união, pois o ego ele não permite ter a verdadeira visão da realidade, ele sufoca, ocupa, impreguina. Mas essa mudança depende unicamente da escolha de cada um, e é muito difícil para quem ainda não entrou em contato com o seu verdadeiro ser, e a real natureza desse ser, e essa situação provoca sofrimento pois seu ser encontra-se perdido e abandonado.

Na vida de um ser humano, uma das características da passagem do caminho do ego para o caminho da união é uma manifestação de uma parte, de uma gratidão ativa que conduz à uma generosidade material, emocional, intelectual e espiritual, e em outra parte, à capacidade de perdoar : o perdão à si mesmo e à todos que pensamos haver alguma responsabilidade de nossas próprias dificuldades e problemas. Frequentemente, essas duas características essenciais que são a gratidão e o perdão se manifestam graças à um trabalho sobre si mesmo e são um dos mais belos resultados desse trabalho... Mas esse resultado não é obtido sem antes passar por inúmeros esforços e um longo tempo de luta contra as manifestações conflituosas e dualistas do ego.

Vou tentar escrever com mais regularidade!!

Beijos,

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A vida é como um piquenique




"A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo -- ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango..., que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros. Pense em tudo que se perdeu.Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz? É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara. Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos.Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta. Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual. É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser.Não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras -- apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir."

Chagdud Tulku Rinpoche, em "Portões da Prática Budista".

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Degustaçao de Bordeaux















Na quarta-feira passada fizemos uma reuniao com alguns amigos em casa para realizar a degustaçao de 3 vinhos Bordeaux, em que tinha sido selecionada para compor um juri de desgustaçao. Veja a seleçao do juri na pagina: http://www.apero-bordeaux.fr/index.php?option=com_content&task=view&id=64&Itemid=39

A degustaçao foi feita com os amigos, começando do vinho mais leve para o mais forte, começando pela avaliaçao da cor, dos aromas e seguida pelas sensaçoes na boca. O Fred anotava os comentarios de todo mundo e fizemos depois um relatorio final que foi publicado no site: http://www.apero-bordeaux.fr/index.php?option=com_content&task=view&id=64&Itemid=39#jc_writeComment

Vou mandar ai o resultado da nossa degustaçao, desculpe, esta em frances, mas se alguém tiver interesse em saber me escreve que traduzo, ok?
Bejocas

CHATEAU LAMOTHE – VINCENT « HERITAGE » 2005

Couleur : Intense. Cerise noir, rubis avec reflets violacés.

Nez : Premier nez peu puissant et odeur éphémère. Notes épicée, boisée. Odeur de carton mouillé.

Bouche : Vin léger, court en bouche, tanins soutenus (astringent).

Appréciation : Vin parfumé mais assez simple au nez. Léger, ne ressemble pas à un Bordeaux même s’il est âpre. Le vin a été bien apprécié, convient bien comme apéritif.
Note: 5/10.


CHATEAU MIRAMBEAU PAPIN 2005

Couleur : Rubis intense avec reflets orangés.

Nez : Premier nez puissant. Bouquet riche avec une grande variété d’odeurs et des notes de fruits mûrs et de poivre.

Bouche : Vin intense, rond et long en bouche. Les tanins sont très équilibrés.

Appréciation : C’était le vin préféré pour tous à la dégustation, il a du corps mais toujours avec une évolution douce (nez et bouche).
Note : 7/10.


CHATEAU PIERRAIL 2005

Couleur : Rubis intense très sombre avec reflets orangés.

Nez : Bouquet très complexe. Odeur de vin « cuit ». Notes boisée et de fruits mûrs. Equilibré malgré l’odeur d’alcool bien marqué.

Bouche : Vin intense, rond en et long en bouche. L’attaque est rond, suivi par les tanins souples et que fini en bouche en douceur.

Appréciation : C’est le vin avec le plus de corps, il est à la fois complexe et structuré. Il reste moins tannique que le premier. Nous avons été gênés par le fort goût d’alcool. Nous l’avons considéré trop corsé pour être bu hors du contexte d’un repas.
Note : 6/10.

terça-feira, 25 de março de 2008

Castelos do Vale do Loire

Chenonceau

Chambord


Sabendo que sou alucinada pelos castelos e pela historia da França, Fred me propôs uma viagem ao Vale do Loire, no feriado da pascoa.

Não é perto de Montpellier, são 6 ou 7 horas de estrada, atravessando o massivo central com uma tempestade de neve (região montanhosa e de planalto), outra região de antigos vulcões e chegando à região central, onde se encontra o rio Loire e seus castelos, construídos na maioria entre os séculos 15 e 17.

Durante a guerra de 100 anos contra a Inglaterra, o rei saiu da região parisiense e instalou a corte na região central, no vale do Loire, buscando proteção estratégica contra os ingleses, sendo também nomade entre um castelo e outro, para que os inimigos não descubram facilmente seu paradeiro. Foi lá que o rei recebeu a visita de Joana D'arc, que lhe ofereceu uma "mãozinha" contra os ingleses.

Dai o motivo de tantos castelos nessa região, entre os reis e a corte, e outros "nobres", resultado: castelos, castelos e mais castelos!!!

Um dos reis mais marcantes do período foi François 1°, que encomendou a construção de Chambord e passou somente uma noite no castelo. Esse levou 30 anos para ser construído, com projeto que tem idéias de Leonardo da Vinci, amigo pessoal de François, que alias morreu no castelo de Amboise e lá encontra-se hoje seus restos mortais. O castelo de Chambord foi construído no meio de uma floresta e deveria servir de estadia para que o rei praticasse sua atividade preferida: a caça. Uma obra maravilhosa e impressionante, mas que foi pouco utilizada e ocupada. Entrando no castelo é fácil compreender: o que ele tem de bonito ele tem de desconfortável, é muito frio, muito amplo, ano é acolhedor. Ele tem 380 chaminés, é muito difícil de aquecer, o ar circula lá dentro e faz muito frio!!

Não vou falar de todos os castelos que visitamos, vou falar do meu favorito: o castelo de Chenonceau, o "castelo das mulheres". Em cinco séculos em que foi habitado, foi quase exclusivamente por mulheres. Começando por Diane de Poitiers, a "preferida" de Henri II, que lhe ofereceu o castelo que foi dela tomado pela rainha quando o rei faleceu. A rainha (Catarina de Médicis), que assumiu o poder pois os herdeiros do trono ainda eram muito jovens, não deixou por menos e quis mostrar a sua superioridade sobre a rival. Criou um outro jardim, um salão para oferecer magníficos bailes reais sobre a ponte construída por Diane de Poitiers, decorando-o com obras de arte.

O castelo tem a delicadeza e todos elementos da feminilidade, a "água", pois encontra-se sobre o rio Cher, a "cozinha" que é uma das partes mais interessantes do castelo, sendo equipado com objetos da época, nos leva à uma viagem ao passado, os jardins e as flores. Todos esses elementos fazem parte da alma do castelo e a gente sente a sua energia feminina!!

Em resumo esses castelos refletem o momento histórico da transição de duas épocas sobre a influencia recém-chegada do renascimento, saindo da rusticidade da idade média, entrando no luxo e nas artes, da idade moderna.

Fantastique!!!

C'est tout! beijos

Novidades, amigos, bonheur...




Nossa! Não é fácil manter um blog atualizado! O tempo passa muito rápido, muitas coisas acontecendo, muito trabalho para fazer!

O tempo voou, da última postagem, que foi no Natal/ano novo. De lá para cá, vou falar por cima do que rolou! Voltamos da longa viagem Normandia/Lyon/Alpes, de volta à vida real; ao trabalho. Fred se mudou para minha casa, dai foram alguns sábados de mudança e arrumação, liberar de suas coisas, liberar seu ap e ao mesmo tempo, arrumar o meu, ou melhor, o "nosso", para acolher dois e não mais um.

Outro momento foi da sua iniciação na espeleologia, que começou com uma conversa básica sobre os nos, um treinamentozinho na corda pendurada na escada de casa, fraccionamentos, passagens de nos, etc. A chegada do Bernardo com uma primeira saída para uma grutinha vertical bem facil, so para praticar repetidamente os procedimentos, e finalmente: um abismao!!!

Bom, la ele viu que o negócio não é fácil!!! Fomos com mais dois espeleólogo ao Aven de Leicasse, uma jornada de 9 horas, de descida e subida. Ele gostou, mas como era de se esperar, penou!! Se virou surpreendemente bem! Não se enrolou nos fracionamentos, o que acabou sentindo mais foi a parte física, o cansaço, o frio e a ralação: Bem-vindo à espeleologia!!

O mais bonitinho é que vi tudo isso como uma demonstração de amor, de atenção e carinho :o) Como se ele quisesse se aproximar de mim e do meu mundo!! Mesmo se ele estava realmente interessado e curioso em praticar espeleo!!

Todo esse período coincidiu com a vinda de amigos na nossa casa, tanto meus quanto dele. Amigos vindo de longe, diga-se: o Bernardo esteve duas vezes, todas elas super agradáveis, onde fomos cavernar com ele; o Fred Lott que veio com a Marina e chegou na porta da minha casa, vindo de carro de Barcelona, sem se perder e sem falar francês e sem conhecer a cidade! Bravo!!! E dois amigos do Fred que eu não conhecia, mas que também foi super agradável, fomos com eles à Carcassone e jogamos uma super partida de pocker em casa! Foram grandes momentos de alegria junto aos amigos! Principalmente apos tanto tempo sem vê-los!!

Outro amigo que voltou para a França temporariamente foi o Marcos, que veio do Equador para defender sua tese. Passamos com ele, Ana, Marta e Manu, um super fim de semana de escalada, raclette e vinicolas, em Dentelles de Montmirail, o mau tempo atrapalhou um pouco a escalada no secundo dia mas ainda deu para aproveitar!!

No trabalho, a alegria constante, mesmo apesar das dificuldades de uma tese, de ter resolvido GRANDES problemas relacionados ao meu tema de estudo e a orientação. Poder finalmente, fazer o que quero e que vim fazer aqui na França: estudar os sistemas aquíferos carsticos!!!!

No mais, continuando a escalar, em meio à tantas coisas boas, ganhando uns quilinhos, sabe como é o inverno... A gente come, come... Tem gente diz que felicidade também faz engordar...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Na montanha!

Bom, depois de todas essas viagens, de ir da Normandia para Lyon, passar o dia passeando por la. Fomos para Alby passar o ano novo, passamos por Ennecy para passear e retornamos à Lyon, na verdade Chatelet, onde passamos a noite e jantamos com o primo de Fred.
No dia seguinte partimos para a montanha, rumo ao Vercors, para o que seria a minha surpresa de aniversario!!! Fomos para o vilarejo de Autrans, para aproveitar a neve!!!

Fizemos um dia de caminhada com raquete (nevava!) e outro de ski de fundo (filme). Onde levei varios inumeros tombos!!!!

E depois de volta para Montpellier!!!! Para trabalhar!!! Acabaram as férias!!!!

Beijocas